Hoje, embarcamos numa viagem ao mundo dos pagamentos digitais, uma força revolucionária que está a redefinir a nossa relação com o dinheiro.

Pagamentos Digitais – A Ascensão de uma China Sem Dinheiro

Num mundo onde o conceito de papel-moeda teve origem há mais de mil anos, a China está agora na vanguarda do seu desaparecimento. O uso omnipresente de pagamentos digitais transformou a vida na China, tornando o cotidiano sem carteira a nova norma.

À medida que a popularidade dos pagamentos pelo celular explode, o caso de amor da China com o dinheiro desaparece rapidamente. Esta revolução na forma como o dinheiro muda de mãos está acontecendo rapidamente e traz impacto na vida moderna chinesa.

Hoje, embarcamos numa viagem ao mundo dos pagamentos digitais, uma força revolucionária que está a redefinir a nossa relação com o dinheiro.

Adotando um estilo de vida sem carteira

A China é um ambiente ideal para o desenvolvimento de sistemas inovadores de pagamento via celular – tem um dos maiores mercados consumidores do mundo e as mais altas taxas de penetração de smartphones.

Entre hoje em qualquer loja, mercado ou barraca de comida de rua em uma cidade chinesa e você verá vendedores e clientes escaneando códigos QR em aplicativos como Alipay e WeChat Pay.

Essas plataformas baseadas em códigos QR agora movimentam cerca de US$ 45 trilhões em pagamentos móveis anualmente.

Sem sombra de dúvida, a conveniência dos pagamentos digitais redefiniu como os indivíduos interagem socialmente, desafiando as normas tradicionais.

Pagamentos Digitais na China

No centro desta revolução estão os onipresentes códigos QR, que são escaneados por consumidores em todos os lugares – desde mercados de rua até varejistas sofisticados.

O papel fundamental desempenhado pelo WeChat e pelo Alipay, dois dos maiores aplicativos chineses, cresceu à medida que os smartphones se tornaram a principal ferramenta para transações financeiras.

Este salto digital não só urbanizou as práticas financeiras, mas também desempenhou um papel crucial na inclusão financeira, especialmente para aqueles que vivem em áreas rurais ou remotas.

Além disso, os pagamentos digitais trazem conveniências tangíveis, como evitar idas a caixas eletrônicos e longas filas no caixa. No entanto, também estamos percebendo mudanças nas interações sociais.

Os jantares de grupo já não terminam com uma divisão acalorada da conta. Em vez disso, os amigos transferem dinheiro digitalmente entre si para despesas compartilhadas. A prática de dar envelopes vermelhos em casamentos e no Ano Novo Chinês, tradicionalmente cheios de dinheiro, também está se tornando digital.

Inclusão financeira via smartphones

Os smartphones tornaram-se ferramentas poderosas para a inclusão financeira, proporcionando acesso a serviços bancários e financeiros em todo o país.

Esta transformação garante que os consumidores chineses, independentemente da sua localização, possam participar na economia digital e acessar serviços financeiros essenciais através dos seus smartphones.

O alcance dos pagamentos digitais também se estende às áreas rurais da China. Quase todos os consumidores chineses, incluindo aqueles que vivem em pequenas cidades e aldeias, podem acessar serviços bancários digitais e pagamentos por meio de seus smartphones.

Mais uma vez, isso promove a inclusão financeira de toda a população.

Além disso, a trilha digital torna as pontuações de crédito e empréstimos mais acessíveis para indivíduos e pequenas empresas que anteriormente tinham dificuldades com financiamento.

O futuro

O plano da China prova que, com a infraestrutura de tecnologia móvel e a cultura de consumo adequadas, as sociedades podem ir além dos sistemas bancários tradicionais para abraçar os pagamentos digitais. Dinheiro físico, cartões e carteiras podem em breve se tornar obsoletos.

À medida que os turistas e as empresas chinesas tornam globais os seus hábitos sem dinheiro, antecipam como poderá ser o nosso futuro financeiro – impulsionado por aplicativos de celular que possibilitam pagamentos digitais contínuos em todo o mundo.

A próxima década verá a China moldar os limites de como a humanidade lida com o dinheiro na era digital.

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